Nos primórdios da História igreja Cristã, após intensas perseguições, o cristianismo começou a ganhar notoriedade e respeito dentro do Império Romano. Ganhou tanta notoriedade, que ganhou o império e tornou-se a religião oficial do Estado.

Na época, a igreja entrou em declínio moral devido ao elevado número de conversões nominais (pessoas que dizem-se cristãs, mas suas práticas não demonstram). Então surgiu o movimento dos EREMITAS: Eram pessoas que perceberam a corrupção moral, ética e espiritual da cristandade e decidiram viver solitários no deserto, longe dos grandes centros, para assim, poder desfrutar de uma experiência espiritual mais próxima com Deus.

O problema é que esses homens passaram mais por loucos, do que devotos a Deus. Na época, é verdade que eram reconhecidos como sábios e respeitados por todos, entretanto, eram sujeitos estranhos que, mesmo com essa separação, não conseguiram resolver o problema.

Um pouco depois, a luz veio com os monastérios. As ordens monásticas tentaram corrigir os erros dos eremitas vivendo em comunidades separadas dos grandes centros. Apesar dos erros dos monges, eles constituiram como um modelo de santidade e devoção a Deus, através da vida de oração e trabalho em comum.

Já no período medieval, a teologia escolástica deixou de lado a devoção, e buscou responder algumas questões que em nada tinha relação com o homem comum e devoção a Deus.

Diante disso, surgiu um movimento espiritualizante chamado Misticismo Medieval. Os seguidores desse movimento buscavam a imitação de Cristo e um relacionamento mais próximo com Deus como resposta a frieza escolástica da vida cristã, e a corrupção moral dos padres católicos medievais. O problema do misticismo medieval era o individualismo dos praticantes, que na sua busca por uma vida espiritual superior, acabavam por isolar-se da devoção comunitária.

Para a nossa infelicidade, Salomão estava certo, quanto inspirado disse que “Não há nada novo debaixo do Sol”. Nos nossos dias, alguns Cristãos cometem os mesmos erros: Eles notam a frieza espiritual da igreja, casos de corrupção, escândalos e na tentativa de resolver o problema, a forma deles de ser Igreja é passar a “buscar a Deus” sozinhos, igreja de uma só pessoa.

E até mesmo ouvimos aqueles dizeres dos cantores nos cultos: “Esqueça a Pessoa que está ao seu lado e adore ao Senhor”.

Interessante que, ambos os casos descritos na história da igreja, foram resolvidos quando pessoas se dedicaram à Igreja, restaurá-la, cuidá-la, ensiná-la, e não a si mesmos. No primeiro caso, surgiram as ordens monásticas, e no segundo, a Reforma Protestante, que reencontrou a maneira antiga de devoção a Deus.

Os Eremitas modernos cometem os mesmos erros do passado, achando que corrigindo a sí, corrigem a igreja inteira. O problema é que a igreja é orgânica, é um GRUPO de pessoas salvas por um SUMO PASTOR que cuida DAS SUAS OVELHAS (e não dá) e que deu a sua vida em RESGATE DE MUITOS. Esquecemos a oração comunitária, o cântico comunitário, a refeição comunitária (a ceia é um elemento comunitário). Apesar de fazermos este último, não é mais com o mesmo sentido, novamente caímos nos mesmos erros do passado!

Se você quiser uma devoção renovada, um novo amor a Deus, Lute! Lute por si e pelos seus irmãos, lute pela igreja, faça reuniões de oração, grupos de apoio, discipulado e outras coisas. Lembre-se :

 

O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol. (Eclesiastes 1:9)

 

 

 

 

 

 

 

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