Mais um Olívias pra conta e estamos confiantes de que muitos ainda virão! Desta vez nós fizemos uma enquete nas redes sociais e pessoalmente sobre este assunto bem delicado: Relacionamentos Abusivos. Fica aqui, também, nossos agradecimentos a todos que participaram e pelo voto de confiança de compartilharem suas histórias conosco!

    Os temas abordados neste Olívias foram:

  • Discussão dos resultados da Enquete;
  • Texto “Apenas Amigos” de Francine Veríssimo Wlash, do devocional “21 dias com minha amiga Elisabeth”. Dentro deste texto foi abordada, principalmente, a defraudação (Despertar sentimentos em pessoas, sem a intenção de corresponder; iludir) que também é um tipo de abuso;
  • Uma palavra aos abusados;
  • Uma palavra aos abusadores;
  • O propósito dos relacionamentos;
  • O que é amor verdadeiro.

    Também vale agradecer às meninas da decoração que se esforçaram muito hahah! Fizeram um painel com dados estatísticos atuais, um violentrômetro e “15 sinais de que você está em um relacionamento abusivo”.

15 SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ EM UM RELACIONAMENTO ABUSIVO

1. Em qualquer conversa é comum ele(a) fazer você sentir que não entende nada ou que está sempre errada(o);

2. Quando você não concorda com ele(a), ouve coisas como “você é louca”, que “isso é coisa da sua cabeça” ou que você está fazendo drama à toa;

3. Ele(a) se acha no direito de controlar a sua vida e as suas escolhas;

4. Você faz coisas contra a sua vontade por medo de como ele(a) pode reagir. Ou ele(a) não respeita quando você diz “não”, inclusive durante o sexo;

5. Ele(a) “nunca te bateu”, mas você costuma ter hematomas causados por ele(a) ou ele(a) usa a força física “para te acalmar”;

6. Ele(a) te fala que ninguém nunca vai te amar, te aceitar ou te querer além dele(a);

7. Ele(a) não reage bem a suas conquistas e às coisas boas que acontecem na sua vida;

8. Ele(a) não gosta que você fale com outras pessoas, especialmente longe dele(a), ou tenta te fazer acreditar que a única opinião que você deve ouvir é a dele(a);

9. Ele(a) faz você sentir que a culpa por ele ser agressivo ou ameaçador(a) é sua;

10. As ações dele(a) fazem você se sentir estranha(o) ou questionar se o que aconteceu foi normal;

11. Ele(a) fala que em briga de homem e mulher outras pessoas não devem interferir e que seus problemas são “coisa de casal”;

12. Ele não te agride, mas desconta a agressividade batendo em mesas, portas e outros objetos;

13. Ele(a) grita com você;

14. Ele(a) te agride;

15. Ele(a) sempre é agressivo ou violento, mas toda vez promete que não vai mais fazer isso.

Fonte: https://www.buzzfeed.com/florapaul/sinais-de-um-relacionamento-abusivo?utm_term=.cwQ5dza13#.ajD5nzwO0

    Segue abaixo os resultados obtidos na Enquete (Muitas pessoas responderam, então apenas algumas respostas foram colocadas aqui no post para discussão):

Resultado Homens (18 a 34 anos):

  1. Como você define “relacionamento abusivo”?

enquetehomens1

  1. Você considera ter sido vítima de relacionamento abusivo? enquetehomens3

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Alguns Relatos:

“Era só amizade, mas a garota era possessiva e ciumenta de forma tóxica”. Homem, 20 anos.

“Eu não entendia tal comportamento que só me machucava, porém ficava ansioso por mudanças que não aconteciam. Não era nada saudável para mim, a instabilidade, a impulsividade, a possessão até que doentia. Muitas vezes me via amando sozinho. Eu amei com todas as minhas forças, mas me vi aos cacos. Então tive a atitude de um dia não tolerar mais e colocar um ponto final nisso tudo e passar por cima dos meus sentimentos, porque cheguei ao meu limite”. Homem, 21 anos.

“Uma certa pessoa, aproveitou-se do que eu sentia por ela para sustentar, não sei se o ego, ou a sensação de ser “amada”, sem no fundo sentir algo recíproco por mim. E de uma maneira sutil (e eu, pelo sentimento q tinha, não percebia isso) tal pessoa fazia eu sentir-me preso a ela, fazendo com que, de uma certa maneira, eu muitas vezes deixasse de “ser” eu, ou abrir mão de algo ou alguém, para ter que satisfazer sua vontade”. Homem, 24 anos.

“Sofri assédio moral em meu trabalho por necessidade. A pessoa acabou se aproveitando, e ia pedindo cada vez mais coisas excedendo o trabalho. Eu me sentia obrigado a fazer, com medo de perder o meu emprego, meu assédio foi de exceder o limite”. Homem, 24 anos.

“Foi entre amigos, eu me via querendo ser e estar aonde não queira para ser aceito. E se eu não fosse como eles, eles iam me zoar até a morte e foi o que aconteceu”. Homem, 24 anos.

“Já fui vítima tanto na área financeira, quando me via obrigado a gastar pra estar com quem gostava, e também na área sexual, quando era obrigado a manter relação quando não estava com vontade”. Homem, 34 anos.

    Dentro os relatos masculinos houveram palavras-chaves, como: Medo, humilhação e mentira. Os 10% que definiram relacionamento abusivo como “Excessos/Invasão de privacidade”, alguns relataram, principalmente, invasão de suas redes sociais por parte da parceira como abuso.

Resultados Mulheres (17 a 34 anos):

  1. Como você define “relacionamento abusivo”?

enquetemulheres1

  1. Você considera ter sido vítima de relacionamento abusivo?

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Alguns relatos:

“Um relacionamento em que uma das partes sofre algum tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual. Em que uma das partes é impelida a atender completamente os desejos e necessidades do outro, sendo colocada em situação secundária e em desimportância, Sendo alijada de seus direitos e possibilidades de satisfação, crescimento, desenvolvimento e felicidade”. Mulher, 28 anos.

“Namorei um rapaz mais velho que dizia que eu era burra e me fazia sentir muito mal com meu corpo, fazia eu sentir que tê-lo era um privilégio porque alguém como eu jamais seria amada. Ele também fazia manipulação e chantagem quando eu não queria fazer sexo”. Mulher, 17 anos.

“Meu ex abusivo gritava comigo e fazia eu me sentir culpada pelos erros dele”. Mulher, 20 anos.

“Sim, com uma amiga. A amizade era para servir as necessidades pessoais dela. Só eu ouvia suas necessidades e problemas e da parte dela eu não recebia nada. Várias vezes presenciei o desprezo dela com outras pessoas e praticamente eu era obrigada a aceitar, pois qualquer conselho era estúpido (…)”. Mulher, 23 anos.

“A vítima muitas vezes aceita esse tipo de relacionamento por medo de ficar só, por amor, por achar que a pessoa vai mudar um dia (pois depois de uma briga, o abusador sempre promete mudança) E acaba permanecendo numa relação infeliz (…)”. Mulher, 29 anos.

“Meu pai tem uns comportamentos assim, ele não entende que no meu trabalho eu não posso usar celular, mas quando ele liga quer que eu atenda prontamente, ou quando nem diz que vai me buscar no trabalho e quer que eu adivinhe que ele vai e fique esperando por ele, eu acho isso abusivo”. Mulher, 29 anos.

“Já tive amizades abusivas e tive que aceitar as imposições das amigas como: Tipo de roupa, não fazer amizades fora do nosso grupo. Se não fizesse o que a amiga queria era menosprezada e banida do círculo de amizade”. Mulher, 32 anos.

“O meu relacionamento com meu falecido padrasto era abusivo, mas no caso, ocorria abuso sexual, agressão verbal e ameaças constantes. Eu tinha 10 anos”. Mulher, 23 anos.

    Nos relatos femininos pode-se destacar, fofocas envolvendo o relacionamento, anulação da mulher a fim de agradar o parceiro, e dependência emocional. Nenhuma mulher relatou abuso no ambiente de trabalho.

Considerações Finais:

A partir dessa enquete, podemos concluir algumas coisas:

  1. Mulheres também são abusadoras: Muitas vezes o abuso sexual ou emocional é muito relacionado ao sexo feminino como vítima. Mas podemos observar um percentual quase equiparado entre os sexos, de pessoas que relataram se sentirem abusadas;
  2. Defraudação é abuso emocional;
  3. “Amigos” também passam dos limites;
  4. Família também causa ferida emocional;
  5. Quando o abuso é apenas emocional, as pessoas demoram a identificar e tendem permanecer mais tempo nessa situação;
  6. Conseguimos identificar  em algumas pessoas que responderam “Não” ou “Sim” na segunda pergunta, que na realidade, elas possuíam dificuldade de compreender o que seria um relacionamento abusivo, e de identificar se, de fato, foram vítimas ou não.
  7. Desavenças são normais em um relacionamento, e não necessariamente caracterizam abuso. Porém, quando as coisas começarem a passar do limite, fique atenta(o)!

Se você identificou alguma coisa bacana também com o resultado da enquete, fala pra gente! 🙂

Segue abaixo um pouquinho da reunião, que já nos deixou com saudades e vontade de que chegue logo a próxima em agosto! haha

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